O Parque Nacional da Serra dos Órgãos é uma Unidade de Conservação Federal de Proteção Integral, subordinada ao Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), cujo objetivo maior é o de preservar amostras representativas dos ecossistemas nacionais.
Criado em 30 de novembro de 1939, o PARNASO é o terceiro parque mais antigo do país, representando um importante marco na história das Unidades de Conservação Brasileira.
É um dos melhores locais do país para a prática de esportes de montanha, como escalada, caminhada, rapel e outros; além de ter fantásticas cachoeiras. O Parque tem a maior rede de trilhas do Brasil. São mais de 200 quilômetros de trilhas em todos os níveis de dificuldade: desde a trilha suspensa, acessível até a cadeirantes, até a pesada Travessia Petrópolis-Teresópolis, com 30 Km de subidas e descidas pela parte alta das montanhas.
Entre as escaladas destacam-se o Dedo de Deus, considerado o marco inicial da escalada no país, e a Agulha do Diabo, escolhida uma das 15 melhores escaladas em rocha do mundo.
Foi criado em 1939 para proteger a excepcional paisagem e a biodiversidade deste trecho da Serra do Mar na Região Serrana do Rio de Janeiro. São 20.024 hectares protegidos nos municípios de Teresópolis, Petrópolis, Magé e Guapimirim.
O Parque abriga mais de 2.800 espécies de plantas catalogadas pela ciência, 462 espécies de aves, 105 de mamíferos, 103 de anfíbios e 83 de répteis, incluindo 130 animais ameaçados de extinção e muitas espécies endêmicas (que só ocorrem neste local).

QUANDO IR:
A temporada de montanhismo é considerada entre os meses de abril/maio a setembro/outubro.
Esse período é considerado o melhor período por ser a época em que as possibilidades de tempestades no pico da montanha são mínimas, chegando a zero.
Além de não correr o risco de se deparar com raios e fortes chuvas como as de verão por exemplo, a baixa temperatura agrada a quem tem que caminhar por 3 dias consecutivos.
Na experiência que tive no inverno, a temperatura no pico mais alto da serra (Pedra do Sino), a temperatura bateu os seus -4°C à noite.
COMO IR:Dependerá do meio de transporte no qual será utilizado e por qual cidade iniciará a travessia.
Há a opção de realizar toda a travessia partindo de Teresópolis com destino Petrópolis ou a opção contrária, Petrópolis com destino Teresópolis (a mais recomendada).
A diferença entre as duas partidas é que quando se realiza a travessia partindo de Teresópolis, toda a travessia e feita de costas para as paisagens que são destaques da Serra dos Órgãos, o que pode fazer com que você perca algo de vista.
Para quem parte de busão como eu, a Viação Única/Fácil faz o trajeto tanto do Rio de Janeiro para Petrópolis (Valor da passagem: R$ 29,34) ou como no meu caso, de Niterói para Petrópolis (Valor da passagem: R$ 31,64).
O tempo de viagem dura em torno de 2h.
Para quem gosta de se aventurar ainda mais, recomendo utilizar o aplicativo de caronas Blablacar.
Da última vez que fiz a travessia, consegui uma carona excelente que me cobrou metade do valor da passagem de ônibus e me deixou na rodoviária da cidade de Petrópolis.
Sempre utilizo o aplicativo nas minhas viagens, inclusive o utilizei na Europa para me deslocar de Bruxelas para Ghent.
ONDE FICAR:
Geralmente a galera que vai de busão, chega 1 dia antes do início da travessia para iniciar a travessia no dia seguinte bem cedo.
Eu fiz isso e fiquei no Itaipava Hostel, em Nogueira, bairro próximo, cerda de 20min da portaria da sede Petrópolis do PARNASO que situa-se na Estrada do Bonfim, no bairro de Correas – Petrópolis.
O hostel é bom e o bairro é bem calmo. Sempre tem alguém hospedado com o mesmo intuito, de iniciar a travessia no dia seguinte.
Em alta temporada (temporada de montanhismo) a diária custa em torno de R$ 50,00 sem café da manhã e R$ 60,00 com café da manhã.

DICAS IMPORTANTES:
Trajeto: Caminhada pesada
Desnível máximo: 1.100 metros
Distância: 30km
Duração média: 3 dias, com 2 pernoites, cerca de 6 a 8 horas de trilha nos dois primeiros dias. Entre 3 a 4 horas no último dia.
Altitude máxima: 2.275 metros (Pedra do Sino – Pico mais alto da Serra dos Órgãos).
Leve o mínimo de peso possível, pois acredite, qualquer lata de sardinha fará diferença rs.
Por se tratar de uma travessia com alguns trechos técnicos, conhecidos como Elevador, Mergulho e Cavalinho, a dica é separar uma grana para pagar o guiamento, com guias que conheçam bem todo o trajeto.
Das duas vezes que fiz o trajeto, fui com o casal Maiara e Diego, do Amantes da Montanha.
Ambos são moradores e guias locais e pessoas super atenciosas.
Conhecem muito bem o caminho.
Dê uma conferida nas redes sociais:
Facebook Amantes da Montanha
1º DIA – CASTELOS DO AÇÚ (Petrópolis):
O primeiro dia da travessia se iniciar na portaria do PARNASO – Sede Petrópolis, com destino os Castelos do Açú.
O pernoite será realizado no abrigo da Pedra do Açú, onde há a opção de dormir em beliche, em bivaque ou em camping.
A caminhada dura de 6 a 8 horas e no meio do caminho, há a tão conhecida Cachoeira do Véu da Noiva, que sai da rota da trilha, mas vale muito a pena.
Eu durante os 3 dias, achei esse o trecho mais cansativo, por ser mais íngreme e com muitas pedras além do início sempre ser mais puxado.
Os Castelos do Açú é o pico mais alto da Petrópolis e na minha opinião tem o nascer e por do sol mais lindo de todo o trajeto, além da vista mais completa, possível de ver o Rio de Janeiro, as cidades vizinhas como Guapimirim, Magé e possível até mesmo avistar a Ponte Rio-Niterói.
No segundo dia saímos do Açú para a Pedra do Sino, onde se encontram os trechos técnicos e de maior grau de dificuldade.
O trajeto dura em torno de 8 horas e tem uma vista sensacional do Dedo de Deus, Pedra do Garrafão, passagem pelo Vale dos 7 Ecos, vista da Cabeça do Peixe, enfim, são inúmeras montanhas.
O pernoite do segundo dia fica em Teresópolis, Pedra do Sino, onde se encontra instalado o Abrigo 4.
O último dia é dia de apreciar a vista da Pedra do Sino, o tão esperado pico mais alto da Serra dos Órgãos.
A galera acorda cedo (5 da manhã) para assistir o nascer do sol do pico que é sensacional.
A descido se como sempre é mais tranquila, pois todo santo ajuda, porém os joelhos ficam destruídos neste dia.
Essa foi a minha experiência em uma das travessias mais bonitas do Brasil.
Show as fotos e o seu relato! Parabéns pelo Blog! Sensacional!!
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Excelente texto, fotos e parece ser incrível a experiência! Sempre ouvi falar dessa travessia mas nunca imaginava ser tão bonita assim. Parabéns, Cassio!! Continue com o Blog, por favor!
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Agradeço imensamente Ygor.
Te espero para realizarmos a próxima travessia juntos.
Continuarei com o blog e divulgando cada vez mais essas experiências.
Abs
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